Canisses – Parte 1

Aqui estamos nós. A cidade não muda muito a cada ano. O próprio logo do Festival – ao meu haver – se renova pouco.

Tudo é meio tradicional, mexe ali, mexe aqui, mas continua sendo um Festival para ver e para ser visto. Como já disse o ano passo e digo de novo: é a mistura da Revista Archive com o Meio e Mensagem. Mas é importante ver o que está sendo criado no mundo, entender a máquina (e o jogo) que é competir e ganhar em Cannes.

É também um lugar de contatos com outras agências e boas discussões sobre o mercado. É também um lugar onde encontramos clientes, fornecedores e parceiros e no fundo tudo isto conspira para uma grande experiência. Estamos chegando agora, com muita expectativa e na espera por intensos dias.

A língua mais falada do mundo

Chegando em Cannes, mas precisamente no Palais du Festival – onde acontece o Cannes Lions propriamente dito – já encontramos o já tradicional corredor com patrocínio do Estadão, seu stand, assim como os brasileiros que ali sempre se encontram.

Sim, é interessante como publicitário tem um visual característico e isso não muda tanto assim com os dos demais países. No fundo todos têm alguma coisa esquisita (rs). Mas os brasileiros a gente reconhece de longe, não sei bem se é algum feeling, a forma como se expressam, o tom um pouco mais alto com que falam, mas enfim… é brasileiro até falando inglês (a língua oficial do Festival).

Por falar em inglês, Fredrik Haren, autor e fundador do Interesting.org, deu a palestra da Mindshare: “One World, One Company – Why some global brands merely survive, while other thrive” deu um show (aliás, estou convencido de que as melhores palestras são aquelas que você assiste por acaso e as que não são apresentadas por agências/publicitários de fato) e lançou – entre outras coisas duas frases “memoráveis”: a primeira era para que as agências acelerassem seus processos pois hoje a concorrência não trabalha maiscom idéias “fora da caixa”, mas sim “fora de lei” – SENSACIONAL!

E a segunda e que justifica o nome desta nota, foi quando disse que a língua mais falada do mundo é na realidade o BAD ENGLISH!

 

Adilson Mota é Diretor de Criação no Banco de Eventos

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