EIBTM – Barcelona 2011

Todo Mundo em busca do Mundo Todo

Entre os dias 29, 30 de novembro e 01 de dezembro, foi realizado em Barcelona, mais precisamente na Fira Barcelona, o EIBTM 2011. Um evento voltado para a divulgação de diversos países, suas respectivas cidades e suas principais atrações, com o objetivo de se tornar um próximo destino de uma convenção, de uma viagem de incentivo ou até mesmo uma premiação de qualquer tipo de promoção.

Apenas um módulo do centro de exposição fica dedicado ao evento, que pelo seu tamanho já foi o suficiente para ser dividido em 6 áreas cada qual representando um continente ou uma região especifica.

Nos respectivos módulos cada país utiliza de diferentes recursos para chamar a atenção para seu estande, desde a tradicional distribuição de brindes e sorteios até os disputados convites para as festas, sem desconsiderar a cenografia que como sempre tem um papel fundamental para se destacar no meio de tantos outros concorrentes.

Malásia, Korea, Holanda e Dubai abusaram da cenografia, tecnologia e interatividade para chamar a atenção, enquanto a Colômbia e o México usavam atrações locais e a França e Inglaterra com estruturas simples e confortáveis complementadas por uma surpreendente atenção e como de se esperar um ótimo conteúdo.

E o Brasil? Essa sempre será a pergunta que não quer calar.

A dois anos de uma Copa do Mundo e a quatro de uma Olimpíada, com maravilhas naturais indescritíveis, além de uma diversidade cultural pouco vista em outras partes do mundo, com um clima de dar inveja e uma alegria e receptividade incomparável, estava quase escondido no evento. Em um local de pouco destaque, com uma estrutura muito simples dividida em pequenos módulos e sem nenhuma atração, dava a impressão de que participava apenas para cumprir tabela.

Com baixo fluxo e freqüência o estande do Brasil não despertava a atenção de ninguém, indo totalmente em desencontro do momento em que o país vive e vai viver nos próximos anos.

Será que é por que somos muito bons e não precisamos reforçar ainda mais nossas qualidades?

Voltei do evento com uma série de duvidas em relação à estratégia do Brasil em se colocarpara o mundo e ao mesmo tempo um monte de idéias do que poderíamos ter feito paramelhorar a percepção do país frente a opinião dos demais países, principalmente aqueles quesediam os órgãos responsáveis pela organização da Copa do Mundo e da Olimpíada.

Independente do caminho que será traçado fica claro por tudo que presenciamos em outrospaíses, que os problemas de infra-estrutura e cultura deveriam ser prioridade e mesmo quefossem, pelo curto espaço de tempo que temos até a realização dos eventos, fica nítido queterminaremos muito longe do ideal.

De qualquer maneira a sensação que tenho é que o Brasil calcará toda sua força na estratégiado “samba e caipirinha” usando como lema o bom e velho ditado, “no final tudo dará certo”.

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