Entrevista Pi

Patrícia Grunewald (Pi), arquiteta formada pela PUC de Campinas, está há seis anos no Banco de Eventos. Sua história no BE começou com o case de Casas Bahia num processo de pré-produção de nada menos do que a maior loja sazonal do mundo, numa área de 150 mil metros quadrados.

Abaixo ela conta um pouco sobre o processo de criação e a preparação do CONARH:

BE: Pi, o que é o CONARH e o que ele representa para o mercado de RH e eventos?

Pi: O CONARH é o Congresso Nacional de Recursos Humanos, que é dirigido pela ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos). Esta é a 37a edição do congresso e representa um grande desafio para o Banco de Eventos, uma vez que já era muito bem apresentado visualmente. Num diagnóstico preliminar, identificamos que o que realmente faltava era uma organização espacial e esse foi o nosso foco estratégico para o projeto 2011, vencedor do processo de concorrência.

BE: Quais foram os conceitos e o insight que o Banco de Eventos apresentou no projeto?

Pi: Sempre pensando em “pessoas”. A partir daí, elaboramos um projeto bem completo, desde a comunicação visual até o conceito arquitetônico. Percebemos que não havia uma identidade visual específica. Então, criamos uma planta mais reticulada e na comunicação utilizamos tons pastel para destacar os elementos principais do evento. O desafio aqui era melhorar o que já era muito bom.

BE: Incluindo cenografia?

Pi: Na cenografia, partimos de algo moderno, tecnológico e impactante que não agredisse o meio ambiente. O foco principal é o ser humano, e para isso pesquisamos uma solução arquitetônica com Shigeru Ban e o seu trabalho com papelão em grandes espaços de uma maneira moderna e tecnológica. Apesar de o papelão parecer um material rústico, através da reutilização de materiais de grandes bobinas, ele cria espaços bastante contemporâneos.

BE: E essa foi sua referência?

Pi: Shigeru Ban foi o ponto de partida. Utilizamos então nos espaços que chamamos de ‘institucionais’ essa cenografia, promovendo interação sem perder a unidade visual. Criamos uma identidade forte, para que o visitante faça a associação direta do papelão e sustentabilidade com o CONARH.

BE: Como o fluxo de pessoas, incluindo expositores e visitantes, foi concebido? Qual a estratégia utilizada para a circulação dos visitantes?

Pi: O evento é no Transamerica Expo. Como há uma divisão entre dois espaços, criamos um visitor’s path (caminho), levando o público a um ponto central, que é ocupado por um espaço de inovação da ABRH. A partir dessa construção, há um outro eixo de ligação no pavilhão para o espaço da ABRH com palestras e um local para networking bem receptivo. Na sequência, direcionamos o público para as palestras principais. Conseguimos assim proporcionar maior visibilidade aos expositores.

É uma configuração radial, do centro para fora, direcionando o público para um percurso em que ele poderá visualizar todos os expositores e os expositores interagirem com os visitantes.

BE: E como foi feita a divisão do pavilhão?

Pi: Agrupamos o que o CONARH chama de ‘giros de negócios’, dividindo o local em cores e de forma alinhada. A estratégia é dar dinâmica ao evento para que o participante não sinta que passou o dia inteiro no mesmo lugar. Você cria uma sensação subliminar de mudança. O Banco de Eventos proporcionou um espaço de fácil visualização, otimizando o tempo de visitação. Através desses espaços, aproveitamos os relacionamentos incluindo entretenimento e até relaxamento, pois são três dias de conteúdo intenso e é necessário um momento para relaxar e recarregar as energias para aproveitar ainda mais todo o conteúdo do CONARH. Criamos até um lounge com cinema e descanso.

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