Experiências [Espontaneamente] Planejadas

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This Is A Call by Foo Fighters on Grooveshark

Na rotina do dia-a-dia cada vez mais as pessoas incluem e associam experiências diferentes que já fazem parte de uma agenda pré-planejada. Quer seja na tentativa de aliviar o fardo da repetição ou simplesmente porque hoje é fundamental viver ou experimentar ‘coisas novas’.

“Sábado vou aproveitar pra relaxar e esquecer da vida num templo budista aqui pertinho, das 09h00 as 11h00 vou me desligar desse mundo, depois almoço com meus pais, passo no supermercado, pego as crianças na sogra e a noite se der tempo vou ao cinema, mas vou ter a manhã inteira só pra mim”.

Que rotina é uma coisa muito chata todo mundo concorda, mas hoje pega mal dizer que você tem uma rotina simples, legal mesmo é dizer que você tem muitas coisas pra fazer, não ter tempo pra nada é hype, é trendy, é in, é muderrrrno. Então, o consumidor, que ‘consome’ tudo que é tendência está hoje consumindo o stress.

“Como assim vou ficar em casa e descansar hoje? Onde vou fazer meu check-in no foursquare? Não vou postar uma foto sequer em nenhuma rede social? Não posso, senão o pessoal pára de me seguir porque não vou ser mais hype, trendy, in e nem muderrrno”.

Por que falta de tempo é tendência, então vamos consumir stress.

“Se eu estou voltando do trabalho as 2 da manhã vale dar check-in na balada que fica no caminho só pra galera (followers) pensar que eu não tenho uma vida rotineira e fatídica, mas lotada de compromissos. Um (check-in) atrás do outro, não tenho tempo pra nada!”

Tudo é documentado e devidamente geolocalizado, sabemos que fulano está estressado porque acompanhamos a intensa rotina do cidadão no Foursquare. Na época do CRM tudo o que queríamos era simplesmente saber mais sobre nossos consumidores, o que fazem, o que gostam, lugares que frequentam, comidas, músicas ou roupas preferidas para planejar e oferececer produtos ou experiências que que fossem realmente relevantes para eles.

Hoje já temos esse ‘poder’. É possivel graças a Facebook Places, o Twitter locator e o Google’s Hotpot, ou o próprio Foursquare

Os celulares nos EUA estão criando aproximadamente 600 bilhões de transações geoespacialmente ‘tagueadas’ por dia, segundo Jeff Jonas da IBM.

E não pára por aí: http://www.geomium.com/

http://www.likeourselves.com/ , http://unsocial.mobi/devices/ e ainda o famoso http://grindr.com/ que dispensa apresentações.

Mas e aí? Com essa oferta toda de informações, absolutamente disponíveis as marcas conseguem oferecer soluções customizadas, com base em behavior, para os consumidores? Ou estamos planejando e oferecendo experiências como há duas décadas, partindo de premissas assumidas e sustentadas cientificamente no eu acho (http://www.youtube.com/watch?v=K0m7HQbUcnc)?

Tá, mas o que isso tem a ver com a tendência de consumo do stress?

Acredito muito que as redes sociais refletem o que os indivíduos querem ser e não quem eles realmente são, então, a nossa amiga do início do texto que jura que vai se desligar do mundo num templo budista e depois vai partir para compras transcedentais num hipermercado lotado, será que não é possível planejar uma experiência melhor pra moça?

O que ela quer? relaxar

O que ela precisa? fazer compras e administrar sua vida familiar

O que ela merece? uma ferramenta que a ajude a dar conta das duas atividades sem precisar arrancar os cabelos.

Porque não oferecer uma solução customizada pra moça?

A oportunidade é clara, só falta mesmo encontrar as soluções. Alguém aí tem tempo pra pensar em alguma?

 

PS: Todas as frases entre “aspas” são reais e mencionadas por pessoas reais.

 

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