Heróis

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Corpos Malhados, pra que mesmo?

 

Ultimamente tenho pensado bastante na evolução do ser humano, principalmente na questão da coletividade.

É muito legal ver a população unida lutando por uma causa do bem, como: maltratos contra animais, transportes não poluentes, mais respeito no trânsito, reciclagem de lixo, entre outras diversas coisas.

Mas essa realmente é a nossa “guerra”?

Na década de 70 as pessoas tinham um propósito para lutar, o fim da ditadura no Brasil iria mudar a forma de viver e dar mais liberdade a população.

Os heróis daquela época tinham virtudes, as pessoas tinham mais tolerância umas com as outras, possuiam fé no ser humano, tinham gratidão, humildade e principalmente coragem.

E hoje?

Hoje vivemos uma coletividade virtual, onde em diversas redes sociais as pessoas fazem um esforço enorme para mostrar o quão são engajadas e que contribuem para um mundo melhor.

Campanhas publicitárias que incentivam a felicidade coletiva, a dividir e a compartilhar mais e mais, tornando as pessoas heróis do século XXI.

Daí eu pergunto, que heróis?

Heróis falsos e sem nenhum tipo de virtude, onde o mais importante é comer carne branca, não comer carboidratos, correr, malhar, e ter o maior carro possível, mesmo que apenas uma pessoa anda nele.

As pessoas se fecham em bolhas, ignoram problemas, ignoram pessoas, ignoram o mundo, mas continuam correndo, cultuando cada vez mais seus corpos rasgados e sarados.

Somos um coletivo individual, que tem como prioridade ser mais e ter mais que o outro.

E que legado vamos deixar para o futuro?

Um legado individualista, sem nenhum tipo de virtude, exaltando mais o corpo do que o cérebro.

O mundo precisa de verdadeiros heróis, com atitudes reais e que se preocupam com o coletivo.

E aí, que tipo de herói é você?

“No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer.

Daqui a alguns anos teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas que não se lembrarão para que servem.” – Dráuzio Varella

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