O que se pode “não-fazer” em 137 dias

Chato, anti-social, diferente, disciplinado, exemplo, monstro. Ouvi de tudo durante 137 dias sem beber, vivendo dia-a-dia numa dieta ferrenha, cheia de aveia, granola, salada e proteina. Tudo bem vai, não tão cheia.

Viver uma guerra interna do que comer e do que não comer, não é fácil. Ainda mais quando você está no início. Bate uma tristeza sem motivo, algo pelo qual você imagina resolver facilmente com uma bela sobremesa regada a calda de chocolate, um brigadeiro honesto ou naquele sorvetinho para acompanhar o café pós-almoço. Häagen-Dazs de dulce de leche, valoriza?

E no fundo até você se pergunta: pra que tudo isso?
Superação – eu responderia isso sem hesitar. A capacidade que nós temos de nos superar, e esta é muito maior do que superar os outros, nos torna indivíduos cada vez mais confiantes, dispostos, capazes. Quem quer pode, quem pode transforma o mundo. Meio batida, frase de livro de auto-ajuda, mas muito verdadeira depois que vive essa conquista.

Um grande ídolo, tenho certeza que não só meu, disse a seguinte frase: “No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem-feita ou não faz”. São palavras de Ayrton Senna, genial naquilo que resolveu fazer.

E não tem nada mais genial de fazer aquilo que a gente gosta, seja o que for, sem prejudicar ninguém. Não sou extremista, como já fui chamado, sou inquieto. Sei que tudo pode melhorar e nesse sentido corro atrás.

Bruno Lima: Sorridente, traquilo, rugby player, lá da Vila Madalena. “De diretor de arte e monstro, todo mundo tem um pouco.”

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