Pós Jay Chiat

Enfim a relação de cases premiados no Jay Chiat Awards

Já destaquei aqui antes o case “FARC | Operation Christmas” da Lowe & Partners que dividiu o Grand Prix com o case da Puma.

Mas o principal assunto do post não é lista de cases premiados e sim o que foi amplamente discutido no 4 A’s Strategy Festival: Estratégia, Conteúdo, Inovação e, é claro, a arte de contar histórias, boas histórias, que resultam em mobilização e engajamento. Mas a melhor história, com o melhor conteúdo e contada da melhor forma não ouvi na Conferência, mas no MOMA, na exposição “Talk to Me: Design and the Communication between People and Objects” que contou com a curadoria de poetas, escritores, artistas e críticos culturais contando histórias sobre a relação e o diálogo entre máquinas e pessoas.

A premissa da mostra é simples: a comunicação é, hoje, a força dominante no design.

 

Das máquinas que vendem bilhetes de Metrô até caixas eletrônicos e, é claro, a TV e os computadores os curadores mostram (com vontade) a linguagem das máquinas que estabelecem uma rotina diária com seus usuários-interlocutores. A exposição é totalmente interativa, permite que o visitante fotografe, acesse QRcodes que estão nas legendas das obras.

Mas vamos a história:
Quando Tony Quan, um grafiteiro americano conhecido como TEMPT1, contraiu esclerose lateral amiotrófica, uma doença fatal e degenerativa dos neurônios motores, seu estado deteriorou rapidamente até que ele ficasse totalmente paralisado, com exceção dos olhos. Um grupo de amigos do laboratório Free Art & Technology, do Graffiti Research Lab e de outras organizações de arte e tecnologia uniram forças para tentar encontrar meios que permitissem que ele continuasse seu trabalho.

O resultado foi o EyeWriter. A equipe adaptou a tecnologia de rastreamento ocular a um óculos com um software especialmente desenvolvido e que grava os movimentos dos olhos de Quan e os retransmite, sem o uso de cabos, para um laptop posicionado perto da parede que vai ser grafitada. O laptop é ligado a um kit a laser que pinta a parede com as cores e formas especificadas por Quan, mesmo que ele esteja a quilômetros de distância, em uma cama de hospital.

Deu preguiça de ler o texto todo? O vídeo caseiro conta, sem nenhuma técnica rebuscada-avançada de storytelling, uma história encadeada, bonita, envolvente e contada de um jeitinho rudimentar, como se conta um conto de geração pra geração:

Não é um vídeo-case premiado, mas a história vale prêmio.

PS: As fotos do post são da exposição e a imagem de fora trata-se de uma prótese de sorriso, criada para quem tem ‘problemas de socialização’.

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