Rio 2016


 

As Olímpiadas mexem com o orgulho nacional tanto quanto a Copa do Mundo. O que mais gosto de ver é que o futebol durante os jogos Olímpicos não fica tão em evidência assim. O status desce e o esporte mais famoso do mundo perde em audiência para o judô, natação e vôlei.

Claro que a transmissão da Record não ajuda muito, prioriza programas como “A Fazenda” e o discurso nacionalista é forçado demais, mas esse assunto fica para outro post.

Este final de semana eu estava com alguns amigos assistindo a transmissão de diversos esportes, e uma discussão apareceu: por que as mulheres da natação brasileira não rendem tanto quanto os homens?

Eu e mais um amigo fomos nadadores durante pelo menos 15 anos de nossas vidas, eu fiquei sem muita resposta e o que respondi foi apenas o velho discurso que o Brasil precisa de mais incentivo, mais investimento e mais estrutura.

Meu amigo foi treinador na Austrália por quase 4 anos e com essa experiência ele deu uma resposta que eu nunca tinha parado para pensar e ver que a realidade é outra.

Nosso problema é estéticamente cultural, lá na Austrália, meninas que nascem altas e “retas” são incentivadas a entrar para um esporte, principalmente a natação (A ligação dos Aussies com a água é muito forte), onde elas poderão desenvolver o corpo de atleta, afinal nasceram perfeitas para isso.

Aqui no Brasil poucas meninas são incentivadas a praticar um esporte, a não ser para desenvolver um corpo no padrão brasileiro, ou seja, coxas grossas, bumbum empinado e seios fartos.

Precisamos incentivar as crianças a praticarem esportes, não para serem saudáveis ou para desenvolver o corpo ou para curar alguma asma ou rinite e sim para que eles sejam grandes atletas Olímpicos, independente da estética.

Afinal, sempre achamos grandes atletas fenômenos como a lituana Ruta Meilutyte (15 anos), a chinesa Shiwen Ye (16 anos) e a americana Missy Franklin (17 anos) que estão dando um show nas piscinas de Londres.

Eu quero ver nossas atletas dando show nas piscinas e em outros esportes, batendo recordes e mais recordes, o Brasil realmente como uma potência mundial Olímpica e não apenas um país que será eternamente uma promessa.

O Brasil precisa deixar a estética e certos padrões de lado, para que as crianças se desenvolvam nos esportes sem se importar com que os coleguinhas de escola ou pessoas nas ruas irão falar de seu porte físico.

Mulheres com corpos esculturais moldados pelo esporte é muito mais bonito e sincero do que os corpos esculturais moldados pelo nosso amigo Dr. Ray.

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